Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
Com este post fica concluído o texto da entrevista dada pelo António José Domingues, candidato à Câmara Municipal de Ansião, ao Diário da Beiras do dia 25 de Agosto)

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DB – Quais são as propostas do PS para as infra-estruturas?
AJD – Vamos implementar um projecto de recuperação dos edifícios das escolas primárias abandonadas. Queremos que as escolas fiquem para as populações. Pretendemos desenvolver centros de dia e centros de competências. Há escolas em freguesias que devem ser espaços de convívio para idosos ou para desempregados temporariamente. Noutras iremos levar a cabo a instalação de núcleos de apoio às famílias, onde sejam apoiadas socialmente. Queremos também regenerar o centro da vila de Ansião, que se tem revelado triste, desorganizada e suja. No Avelar, é preciso reconhecer o peso que a vila tem. Por isso vamos criar um núcleo museológico de lanifícios.
DB – O candidato do PSD à autarquia é o presidente da direcção dos bombeiros, de que o senhor é vice-presidente. Como é a vossa relação pessoal?
AJD – O destino quis que assim acontecesse. Quando fomos para a direcção dos bombeiros já sabíamos que fazíamos parte de famílias políticas diferentes, mas isso não nos impediu de trabalhar com o primordial objectivo de colocar a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ansião onde ela deve estar. Continuaremos a trabalhar em conjunto. Esta disputa eleitoral não irá, quero crer, ter quaisquer consequências no trabalho que tem sido feito em prol dos bombeiros.
DB – Qual a avaliação que faz da “agressividade”, como classificam algumas pessoas, revelada pelo actual executivo no investimento feito em infra-estruturas?
AJD – Como já disse as obras a realizar têm que fazer algum sentido. É necessário criar um projecto sustentado de desenvolvimento integrado do concelho de Ansião. Já se gastou algum dinheiro em estudos, não aproveitados, porque foram sendo feitas obras avulsas. Obras que endividaram a câmara. Será que a autarquia teve condições financeiras para suportar a quota-parte que lhe cabe? Parece que não. O passivo da câmara é enorme: são 16 milhões de euros.
DB – Quer dizer que a sua gestão seria diferente?
AJD – É claro. Há falta de criatividade na câmara e visão estratégica. Nós estamos em condições para darmos a Ansião o desenvolvimento que falta. Em relação às obras realizadas, a requalificação da nascente do Nabão também faz parte dos programas eleitorais do PS, mas não com esta dimensão e com estes custos. Temos que escolher aquilo que é próprio do concelho. Ansião não tem muito a ver com praias fluviais. Não tem muito a ver com água. Penso que Ansião tem que olhar para três eixos importantes de desenvolvimento: apoio à criação de empresas de área mais tecnológica, que possam criar emprego qualificado, a área empresarial do Camporês é um vector em que também temos de apostar. Na vertente do turismo sustentado vamos aproveitar o eixo da romanização onde se integra Santiago da Guarda, bem como o turismo rural. Por outro lado, vamos intervir fortemente na acção social.
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Palavras de José Sócrates na Entrevista a Judite de Sousa e a José Alberto Carvalho, dada hoje na RTP1
“Vai haver um abrandamento económico.
Vou liderar o País para enfrentar os problemas com esperança, com alegria.
Não estou arrependido de ter baixado o IVA, antes pelo contrário.
Ajudar quem precisa não é satisfazer todas as reivindicações.
Baixar o IVA foi um contributo para a recuperação da economia.
No dia 10 de Julho vou apresentar um pacote fiscal para ajudar as famílias com menores rendimentos – aumentar a dedução fiscal do IRS e alterar os limites máximos do IMI.
O discurso da Dr.ª Manuela Ferreira Leite é um filme já visto, já é conhecido dos Portugueses, Portugal era “um país de tanga” e agora é “o país não tem dinheiro”.
Não podemos deixar de progredir, de investir.
Só não há manifestações nas ditaduras. Estou habituado às manifestações. O insulto é a arma dos fracos. Só não gosto das manifestações onde há insultos.
Este governo é um governo com forte coesão, com ministros bem preparados.
Um líder que não sabe receber más notícias também não pode dar boas notícias ao País.
Eu faço o que a minha consciência me manda.
Apenas acredito naquilo que faço e naquilo que devo fazer.
É preciso ânimo, coragem e vontade para ultrapassar as dificuldades.”